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A PRIMEIRA REPÚBLICA OU REPÚBLICA VELHA

 

 

A partir de 1889 o Brasil passou a viver sob o regime político republicano. Na República, o governo é escolhido pelo povo, em eleições diretas ou indiretas, para um prazo determinado, no final do qual são feitas novas eleições para a escolha de novos governantes. Nossa República é chamada presidencialista porque a autoridade maior do país é o presidente, que é o chefe do poder executivo. No caso brasileiro, houve períodos em que os presidentes não foram escolhidos em eleições (por exemplo, de 1937 a 1945 Getúlio Vargas foi ditador, pois exerceu a presidência sem ser eleito) ou, então, em que foram eleitos indiretamente, por um colégio eleitoral formado em sua maioria pelo Congresso Nacional. Neste segundo caso estão Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto que governaram de 1891 a 1894; Getúlio Vargas, de 1934 a 1937; os presidentes militares, de 1964 a 1985, e José Sarney, eleito em 1985 como vice-presidente de Tancredo Neves, ao qual sucedeu após a sua morte.

A partir da proclamação da República, o Estado unitário existente no Império foi substituído pelo Estado federativo. Cada província do antigo Império passou a constituir um Estado, com autonomia para enfrentar seus problemas - econômicos, políticos, sociais, educacionais etc. – e para fazer suas leis, de acordo com a Constituição. O governo da União ficou encarregado de tratar dos problemas gerais: manter as relações internacionais, organizar a defesa do país, emitir dinheiro, fazer as leis do interesse de todo o país etc.

 

 

A primeira República ou República Velha – 1889-1930 (dominada pela aristocracia cafeeira) :

 

Não foram fáceis nem tranqüilos os primeiros anos de regime republicano. Em primeiro lugar, surgiram as eleições e as discussões em torno da nova Constituição; depois veio a crise financeira de Deodoro da Fonseca. Floriano Peixoto teve que punir muitos militares para poder assumir a presidência da República; como presidente teve que enfrentar diversas revoltas, principalmente a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, e a Revolta da Marinha, em l 893. Embora a Guerra de Canudos, no norte da Bahia, tenha acabado em 1897, no governo de Prudente de Morais, os conflitos tiveram início muito antes e intensificaram-se no governo de Floriano Peixoto.

 

 

 

A Guerra de Canudos

 

Principais causas: o latifúndio, a miséria e a fome do sertão nordestino.

l) Desfecho: o cearense Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro, uniu 30000 sertanejos no norte da Bahia, vivendo em comunidade plantando e criando

rebanhos, sem patrões nem empregados, sem ricos nem pobres.

Resultado: os poderosos e o governo destruíram Canudos após três derrotas. A

comunidade de Canudos existiu entre 1893 a 1897.

 

 

 

O Encilhamento

 

No governo de marechal Deodoro da Fonseca, o ministro da Fazenda Rui Barbosa tentou desenvolver a indústria no Brasil, criando bancos para imprimir e emprestar dinheiro. Aproveitando-se do dinheiro fácil muita gente começou a pedir empréstimos, a jogar na Bolsa, a criar empresas fantasmas, causando a desvalorização do dinheiro, a desorganização financeira, as falências grandes e pequenas fortunas perdidas.

 

 

 

 

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